Menchov na Katusha: "Destino lógico"
Ausência de dois anos do Tour e a vontade de regressar à corrida francesa contribuíram para a decisão.
Denis Menchov é por estes dias um ciclista mais tranquilo, não que tivesse vivido um período de nervos, mas no mercado actual nem o interesse de uma grande equipa é de fiar.
Depois de anos a trocarem olhares, o melhor ciclista russo da actualidade e a melhor equipa do país uniram-se, num desfecho que parecia há muito inevitável. “Estou satisfeito. Tinha vontade de estar nesta equipa e finalmente pudemos chegar a um acordo por dois anos. Pode-se dizer que era um destino lógico”, confessou um aliviado Menchov.
Numa entrevista ao site Biciciclismo, o corredor que está radicado em Pamplona desde há vários anos, recordou que os primeiros contactos se deram “depois da Vuelta, porque havia a possibilidade de sair da Geox. Na Katusha houve uma mudança importante com a entrada de um novo director-geral. Então aí sim houve um interesse maior da parte deles e pudemos aproximar as partes”. REFORMA NO HORIZONTE?
É prematuro juntar na mesma frase Denis Menchov e reforma. Ainda assim, o vencedor da Vuelta e do Giro admite correr “no máximo três temporadas mais”.
Em vésperas de cumprir 34 anos (o que acontecerá em 25 de Janeiro), bem se pode dizer que assinar pela Katusha foi o melhor que podia ter acontecido a Menchov. O próprio admite que “se tudo seguir pelo melhor caminho pode ser uma óptima opção para acabar a minha carreira desportiva. É uma grande equipa, nacional, é a lógica”.
Mas antes de sequer pensar em pendurar a bicicleta, o russo tem pela frente um Tour muito favorável, ou não fosse Menchov um especialista em contra-relógio: “Este ano está muito equilibrado, há crono e montanha, como sempre, ainda que certamente haja mais quilómetros de contra-relógio o que para mim é atractivo, não o vou negar”.
Eterno candidato às grandes Voltas, Denis Menchov quer chegar ao Tour na máxima força e por isso vai começar a época na Andaluzia, seguindo depois para o Paris-Nice, Volta à Catalunha, Circuit de la Sarthe, Volta à Romandia e Criterium Dauphiné.
Mini Tour em Maiorca
Contador, Evans e irmãos Schleck confirmaram a presença no Challenger que marca o arranque da temporada espanhola.
Interessante alinhamento que se perspectiva para o Challenger de Maiorca, que se disputa entre 5 e 9 de Fevereiro.
Além da confirmação de Contador e da Saxo Bank, estão também asseguradas as presenças de Cadel Evans e dos irmãos Schleck, precisamente o pódio do Tour deste ano.
A prova maiorquina é tida como o arranque oficial da época em Espanha e deverá contar ainda com a Movistar de Rui Costa e a Caja Rural de Manuel Cardoso. BMC, Leopard, Radioshack, Katusha, Rabobank, Omega Pharma Quick-Step, Lotto – Belisol, Sky, Euskaltel-Euskadi, Burgos BH Castilla e León, Orbea são as formações já confirmadas.
Portugal: 4 equipas sobrevivem à razia
Tavira, Onda Boavista, Efapel e LA-Antarte mantêm o estatuto de equipas Continentais num pelotão nacional cada vez mais curto. Cada vez mais resignadas a um papel interno, as equipas portuguesas sobrevivem a muito custo e basta olhar para a Volta a Portugal deste ano para se perceber que o ciclismo nacional está a ser profundamente afectado pela crise. Ainda assim, as principais formações nacionais mantiveram boa parte dos seus principais elementos e conseguiram algumas contratações interessantes.
ANDRÉ CARDOSO E HERNÂNI BROCO SÃO AS PERDAS MAIS NOTÓRIAS
O Tavira-PRIO perdeu André Cardoso para a Caja Rural, mas mantém o vencedor da Volta a Portugal deste ano, Ricardo Mestre, assim como o veterano Nélson Vitorino e o sprinter Samuel Caldeira. No ar está a possibilidade da formação orientada por Vidal Fitas vir a recrutar um velho conhecido, já que a situação difícil da Geox pode permitir o regresso de David Blanco, tetra-campeão da prova rainha do ciclismo nacional.
Já a LA-Antarte também ficou sem Hernâni Broco, mais um reforço que a Caja Rural de Manuel Cardoso veio pescar no mercado nacional, mas contrabalançou com a entrada de José Mendes, que assim regressa depois de uma temporada na polaca CCC Polsat, para se juntar a Hugo Sabido e Virgílio Santos.
Depois de ter garantido a continuidade por mais um ano mesmo no limite do prazo de inscrições, a Onda-Boavista de José Santos confirmou a transição do seu núcleo duro para 2012. João Cabreira, Célio Sousa, Daniel Silva, Hélder Oliveira, Bruno Lima e o galego Delio Fernandez seguem no projecto, que vai contar com dois neo-profissionais, os irmãos José e Domingos Gonçalves
Interessante é o projecto da Efapel (ex-Barbot), que assegurada a continuidade de Sérgio Sousa, Rui Sousa, Sérgio Ribeiro e Filipe Cardoso, anunciou o regresso à competição de Nuno Ribeiro, que esteve suspenso nos dois últimos anos por consumo de doping e que assim se apresenta como candidato à Volta, prova que já venceu em 2003. Ricardo Vilela também é reforço.
Os plantéis podem ainda sofrer pequenas alterações ao longo das próximas semanas, mas por agora confirma-se o mais importante, isto é, a continuação das quatro principais equipas do pelotão nacional.
Fuglsang emagrece a pensar no Giro
Dinamarquês da RadioShack será capitão no Giro, mas para ganhar a corrida italiana terá que perder quase um quilo e meio até Maio.
Jakob Fuglsang é um dos elementos mais talentosos da nova RadioShack-Nissan-Trek e a influência que já tinha na Leopard vai continuar, embora agora ao serviço de Johan Bruyneel.
O dinamarquês de 26 anos prepara-se para a quarta época enquanto profissional e a prova da confiança dos directores veio com a nomeação de Fuglsang como capitão para o Giro de Itália, um estatuto que traz algumas condições.
No topo das prioridades da RadioShack para o final deste ano está a perda de peso do ciclista dinamarquês, que deverá passar dos actuais 69 kg para os 67,6 kg, ou seja, cerca de um quilo e meio menos. “Ele tem que perder dois por cento da taxa de gordura corporal. Caso contrário não pode subir as montanhas mais inclinadas. Se perder esse peso pode competir. Se perder peso e estiver em boa forma, então pode estar no topo”, explicou Kim Andersen à sporten.tv2.dk, director-desportivo da RadioShack que este ano trabalhou com Fuglsang na Leopard.
Com um 11º na Vuelta deste ano como melhor resultado em grandes Voltas, o dinamarquês prepara-se para se estrear no Giro. Apesar de ser um novato na prova transalpina, Kim Andersen acredita que a RadioShack pode ganhar com Fuglsang e por isso deixou uma garantia: “Vamos construir uma equipa em torno dele”.
APOIO PARA OS SCHLECK NO TOUR
Se o papel de Jakob Fuglsang no Giro será de destaque, a presença no Tour não está assegurada. “Será num papel auxiliar. Penso que podemos contar com isso, mas não é certo que assim será. É impossível dizer, porque ele pode estar esgotado quando terminar o Giro”, antecipa Kim Andersen.
Depois de ter terminado as duas últimas edições da corrida francesa no 50º lugar, a RadioShack espera que Fuglsang possa dar um passo em frente num outro cenário e se possível ainda poder dar uma ajuda aos irmãos Schleck na batalha frente a Alberto Contador e Cadel Evans.
Pessoal, acreditem que iniciar uma vida num desporto de duas rodas, é bastante complicado, mas com força de vontade e empenho, vocês verão o esforço recompensado.Eu começei há já alguns meses atrás, e quando me dava por mim em cima de uma bicicleta, pensava, por onde vou, que tempo vou andar,isto tudo se ultrapassa, com o passar do tempo e dos kms percorridos.
Hoje sim digo, que as principais dificuldades foram ultrapassadas, e agora reconheço o gosto que existe, naqueles que num futuro se tornam, ou irão tornar ciclistas de renome...
Ser ciclista, ou fazer ciclismo por puro prazer e passagem de tempo como eu, já considero isto, como uma paixão, sendo por isso um desporto, eficaz e sáudavel, para iniciantes de uma actividade desportiva...
Com isto desejo Boas Pedaladas a todos....
Breves noticías surgirão num futuro próximo...
Paris - Nice, França
Tirreno-Adriatico, Itália
Milano-Sanremo, Itália
Paris - Roubaix, França
Liège - Bastogne - Liège, Bélgica
Tour de Romandie, Suíça
Giro d'Italia, Itália
Critérium du Dauphiné, França
Tour de Suisse, Suíça
Tour de France, França
Eneco Tour, Bélgica e Holanda
Vuelta a España, Espanha


